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10 dicas para a primeira viagem internacional (julho/2026)

Viajante de costas em um portão de embarque, segurando passaporte e cartão de embarque, olhando um avião na pista ao amanhecer

Você juntou dinheiro o ano inteiro pra essa viagem. Seria uma pena descobrir, faltando duas semanas, que o passaporte não sai a tempo. Ou pagar 12% a mais no câmbio porque comprou dólar no lugar errado. Ou chegar na imigração sem saber o que responder.

Nada disso é difícil. Só acontece na ordem errada, porque ninguém te contou a ordem certa.

Este texto é a conversa que a gente teria num café, se eu já tivesse feito a viagem que você vai fazer. Cada número aqui tem link pra fonte oficial, porque em julho de 2026 tem muito guia de viagem circulando com informação de 2019.

O resumo, se você só ler isto:

Antes de tudo: três coisas mudaram em 2025 e 2026

Se o guia que você leu foi publicado antes de 2025, ele tem pelo menos três erros. A Europa parou de carimbar passaporte e passou a fazer biometria. O ETIAS foi adiado e ficou quase três vezes mais caro do que anunciaram. E o governo brasileiro igualou o IOF de todas as formas de levar dinheiro, o que derrubou o conselho mais repetido do país.

Se algo aqui contradiz o que você leu por aí, veja a data do outro texto.

1. Tire o passaporte antes de comprar a passagem

Essa é a inversão que mais custa caro em primeira viagem. Passaporte primeiro, passagem depois, porque a passagem tem data e a fila da Polícia Federal não negocia com você.

O documento em si é rápido e barato: R$ 257,25 de taxa, e a PF entrega a partir de 6 dias úteis depois do atendimento presencial. Você tem 90 dias pra buscar.

O gargalo não é a emissão, é conseguir agendar o atendimento. A PF emitiu cerca de 2,6 milhões de passaportes em 2025, o maior número em seis anos. Dependendo da sua cidade e da época do ano, o agendamento sai em poucos dias ou leva algumas semanas.

Existe um procedimento de urgência, de 1 a 2 dias úteis, por mais R$ 77,17. Mas ele exige comprovar motivo de trabalho, estudo ou saúde. Não serve pra consertar distração.

E cuidado com o passaporte que você já tem guardado na gaveta: se ele estiver válido e você perder, a reemissão custa R$ 514,50, o dobro.

2. Descubra o que o seu destino exige (a lenda dos 6 meses é falsa)

“Passaporte precisa ter 6 meses de validade” é a informação mais repetida sobre viagem internacional, e ela não é uma regra do Brasil. Cada país exige uma coisa, e a Europa exige duas ao mesmo tempo.

Pra entrar no Espaço Schengen, o seu passaporte precisa ter sido emitido nos últimos 10 anos e ainda ser válido por 3 meses depois da data em que você volta. Repare na primeira condição: quem tirou passaporte há onze anos, com validade longa, pode ser barrado sem nunca ter ouvido falar dela. Vale conferir a data de emissão hoje, não na véspera.

A regra dos 6 meses existe de verdade em vários lugares, só não em todos. Tailândia e Singapura exigem, e está escrito na fonte oficial dos dois. Já o Japão responde, no FAQ da própria embaixada, que basta o passaporte valer durante o período da sua estada. Cuidado com uma coisa: mesmo onde o país não exige, a companhia aérea pode exigir por conta própria. Cheque os dois.

Destino O que você precisa Custo Detalhe que pega gente
Argentina, Uruguai, Chile e outros do Mercosul Só o RG físico, emitido há menos de 10 anos Grátis CNH e carteira da OAB não valem
Europa (Schengen) Passaporte: 10 anos de emissão, 3 meses de validade Grátis ETIAS de 20 euros, só no fim de 2026
Estados Unidos Visto B1/B2 US$ 185 Brasileiro não tem direito ao ESTA. É visto mesmo
Reino Unido ETA £ 20 Vale 2 anos e várias entradas
Canadá eTA, se você for elegível CAD 7 Só chegando de avião, e exige visto americano válido

Sobre os Estados Unidos, uma boa notícia pro seu orçamento. Você provavelmente leu sobre uma “Visa Integrity Fee” de US$ 250. A lei que criou essa taxa foi sancionada em julho de 2025, mas ela nunca foi regulamentada e não está sendo cobrada. Não aparece na tabela oficial do Departamento de Estado. Não coloque esses US$ 250 na sua planilha.

O que existe de verdade, e é bom você saber: desde 1º de julho de 2026, uma regra temporária (que vale até 31 de dezembro de 2026) criou uma taxa opcional de US$ 750 pra furar a fila da entrevista, em alguns consulados. É dinheiro a mais, por cima dos US$ 185, e não aumenta em nada a sua chance de conseguir o visto. Se você se planejou, não precisa.

3. A Europa não carimba mais o seu passaporte

Se você sonhava com aquele carimbo na página em branco, sinto muito. Desde 10 de abril de 2026, a Europa registra sua entrada e saída por biometria: quatro digitais e uma foto do rosto, na primeira vez que você entra. É o EES, é automático, e não custa nada pra você.

Muita gente confunde EES com ETIAS. São coisas diferentes, e a diferença importa pro seu bolso:

Então: se um site te disser que o ETIAS custa 7 euros, ele está velho (esse era o preço anunciado antes de julho de 2025). Se disser que o ETIAS já é obrigatório, ele está errado, e possivelmente tentando te vender alguma coisa. Cheque a página da Comissão Europeia antes de embarcar, e desconfie de site que cobra pra “adiantar” o seu ETIAS.

Uma última que vale ouro: você pode ficar até 90 dias a cada 180 no Espaço Schengen. Antes dava pra fingir que não sabia, porque dependia de alguém ler um carimbo borrado. Agora o sistema conta sozinho.

4. O seguro viagem: a conta que ninguém quer fazer

Aqui a simplificação mais comum esconde uma nuance que muda a decisão. Sim, existe uma exigência de 30 mil euros de cobertura pra Europa. Só que ela está no Código de Vistos da União Europeia e vale pra quem pede visto. Brasileiro é isento de visto. Ou seja: juridicamente, ninguém é obrigado a te barrar por falta de apólice.

Isso não te livra de nada. Só muda a natureza da decisão: deixou de ser burocracia e virou aposta.

Faça a conta com a sua viagem. Nos Estados Unidos, um hospital gasta em média US$ 3.297 por dia de internação (dado do KFF, de 2024). Esse é o custo do hospital: a fatura de um estrangeiro sem seguro parte daí e costuma subir. Na Inglaterra, mesmo com saúde pública, o NHS cobra de quem não é residente 150% da tarifa normal.

Do outro lado da balança, segundo comparadores de mercado, um seguro sai por R$ 60 a R$ 150 pra sete dias na Europa, e R$ 80 a R$ 180 nos Estados Unidos. Dez dias de cobertura custam, no pior caso, uns R$ 260. Um único dia de internação americana passa de R$ 18 mil.

Você economizou o ano todo pra essa viagem. Não é aqui que vale economizar R$ 260.

O agente de imigração até pode pedir sua apólice, e a companhia aérea também: ele tem poder discricionário pra exigir comprovações que não estão na lista formal. Mas esse nem é o ponto. O hospital cobra você tenha ou não mostrado apólice na fronteira.

5. Vacina e documentos de quem viaja com você

O certificado de febre amarela, o CIVP, é de graça, emitido pela Anvisa. Duas regras: a vacina precisa ter sido tomada com pelo menos 10 dias de antecedência, e o certificado vale pra vida toda desde 2016. Ninguém pode exigir reforço de você.

A lista de países que pedem o CIVP de quem sai do Brasil surpreende: Austrália, Malta, Singapura, Costa Rica, Panamá, China, Índia, Tailândia, África do Sul. Um aviso honesto: a lista publicada pela Anvisa está parada em dezembro de 2022. Confirme com o consulado do seu destino.

Se tem criança no grupo, resolva isso cedo. Viajando com pai e mãe, não precisa de nada. Com só um dos dois, o outro precisa autorizar por escrito, com firma reconhecida. Sozinha ou com terceiros, precisa da autorização dos dois. Existe a AEV, uma autorização eletrônica gratuita pelo e-Notariado, pra menores de até 16 anos. E se a autorização não tiver prazo escrito, ela vale 2 anos.

6. Como levar o dinheiro (o conselho antigo virou pó)

Se alguém te disser “leva dinheiro vivo que o imposto é menor”, essa pessoa está um ano desatualizada.

Era verdade até junho de 2025: espécie pagava 1,1% de IOF e cartão de crédito pagava 3,38%. Aí veio o Decreto 12.499/2025 e igualou tudo. Hoje é 3,5% em cartão de crédito, débito, saque, pré-pago e dinheiro vivo. O imposto deixou de ser critério pra escolher qualquer coisa.

O que decide o seu custo agora é onde você compra, e a diferença é bem maior que o imposto. No Ranking do VET publicado pelo Banco Central em maio de 2026, comprar US$ 1.000 em espécie custava entre R$ 5,1997 e R$ 5,8670 por dólar, dependendo da instituição. É 12,8% de diferença, no mesmo período, pelo mesmo produto: cerca de R$ 667 que ficam no seu bolso ou no de outra pessoa, só por você pesquisar.

O VET (Valor Efetivo Total) já inclui o IOF e as tarifas, e a instituição é obrigada a te informar antes de fechar a operação. Use o ranking pra decidir onde pesquisar, não como cotação do dia: ele consolida as operações do mês anterior.

E não adianta chutar pelo tipo de empresa: os grandes bancos de varejo ficaram no meio do ranking, e o pior colocado também era um banco grande. Olhe a instituição, não a categoria.

Como levar IOF Variação de preço entre instituições Quando faz sentido
Dinheiro em espécie 3,5% Gigante: 12,8% (VET, maio/2026) Gorjeta, emergência, lugar que não passa cartão. Pesquisar compensa muito
Cartão pré-pago 3,5% (na hora que você carrega) Pequena: 2,1% (VET, maio/2026) Quando você quer travar o câmbio de hoje
Cartão de crédito 3,5% (na fatura) Não medido pelo VET: depende do câmbio do dia da compra Praticidade e proteção contra fraude
Saque em caixa eletrônico 3,5% mais tarifas Não medido pelo VET: é a forma mais cara de todas Só se não tiver alternativa

Duas armadilhas que custam dinheiro de verdade lá fora:

“Quer pagar em reais?” Sempre diga não. Pague na moeda local. Essa conversão simpática que a maquininha oferece é um produto vendido ao lojista, e quem paga a conta é você: num estudo europeu com 1.500 transações, publicado pela BEUC em 2017, aceitar a conversão saiu 7,6% mais caro em média, e o cliente perdeu dinheiro em 99,7% dos casos. A Visa inclusive obriga a máquina a te dar a escolha, e proíbe que escolham por você.

Sacar dinheiro no caixa eletrônico. É a forma mais cara de todas, porque empilha três cobranças: os 3,5% de IOF, a tarifa do seu banco e a tarifa da máquina (nos Estados Unidos, uma média de US$ 4,86 por saque em 2025). Se precisar sacar, saque um valor maior de uma vez.

Uma dica que vale mais que qualquer cartão: leve um segundo cartão, de outro banco e outra bandeira, guardado em lugar diferente da carteira. É o antídoto real contra bloqueio e contra furto.

7. Passagem: desconfie de quem promete o dia mágico

Existe uma indústria inteira de conselhos sobre o dia certo de comprar passagem. Quase nada disso foi medido com voo saindo do Brasil.

O relatório Expedia 2026 Air Hacks, por exemplo, aponta que comprar voo internacional entre 31 e 45 dias antes sai em média US$ 190 mais barato do que comprar com seis meses. O mesmo relatório aponta uma janela ainda mais barata, de 8 a 15 dias antes, o que já mostra o quanto essas médias oscilam. E tem um detalhe que decide tudo: ele analisa voos partindo dos Estados Unidos. Nosso verão é o inverno deles, nossas rotas e nosso câmbio são outros. Sirva-se disso como pista de comportamento, não como regra pro seu voo.

O que dá pra dizer com segurança: comprar com seis meses de antecedência raramente é o mais barato, ao contrário do que todo mundo acredita. E comprar cedo demais tem um custo escondido, que é travar a data antes de saber se o passaporte sai a tempo. Volte pra dica 1.

8. Monte um roteiro por dia, não uma lista de desejos

Aqui está o desperdício mais silencioso de uma primeira viagem. Não é dinheiro, é dia.

Uma lista com quinze lugares em Paris parece maravilhosa até você perceber que atravessou a cidade quatro vezes num dia e passou duas horas no metrô. O problema não é a lista, é a ordem e a geografia. O Louvre e a Sainte-Chapelle ficam a 8 minutos a pé um do outro. Se eles caem em dias diferentes, você pagou duas viagens de metrô e perdeu uma manhã.

Um roteiro de verdade agrupa lugares por região, encaixa cada grupo num dia e deixa o primeiro dia em paz. Você vai chegar cansado, e a chance de o voo atrasar não é pequena: em 2025, 18% dos passageiros no Brasil tiveram o voo cancelado ou atrasado em mais de três horas, segundo a AirHelp. Quase um em cada cinco.

Não precisa preencher cada hora. Precisa saber, pra cada dia, em que bairro você acorda e em que bairro você dorme. O resto acontece na rua.

É exatamente isso que a Minha Viagem Pronta faz: você diz o destino, as datas e o que quer conhecer, e recebe os lugares organizados dia a dia, na ordem certa, com o mapa de cada dia.

9. A imigração: o medo é bem maior que o risco

Nos fóruns de quem viaja pela primeira vez, a pergunta que mais aparece não é sobre documento. É “posso ser barrado?”. Por trás dela mora um medo específico: o de passar vergonha e perder a viagem que custou um ano de trabalho. A boa notícia é que o preparo cabe numa pasta.

O agente quer saber três coisas: por que você veio, quanto tempo fica e como se sustenta. Tenha em mãos, impresso ou no celular:

Sobre o último item existe número, e vale conhecer. Em Portugal, a referência é 75 euros pela entrada, mais 40 euros por dia de permanência. Você fica dispensado disso se comprovar hospedagem e alimentação, ou se apresentar uma carta-convite de um residente. Cada país do Schengen tem o seu valor.

Duas regras que resolvem quase tudo: responda o que foi perguntado, sem discursar. E não minta. Vai ficar na casa de um amigo? Diga isso, com o endereço na mão. Mentira descoberta é um problema muito maior que qualquer resposta honesta.

E se o inglês te preocupa: dá pra viajar sem falar inglês. Baixe o pacote de idioma offline do Google Tradutor antes de embarcar. Se a ansiedade for grande mesmo, um destino que fala espanhol ou português resolve metade do problema na primeira viagem.

10. Planeje a volta, porque é lá que mora a Receita Federal

Quase todo mundo acha que a fiscalização é na ida. Não é. O único momento em que você encontra a Receita Federal é na volta, com a mala cheia de presente.

Uma dica que salva na chegada: se você leva notebook, câmera ou relógio caro comprados aqui, leve a nota fiscal ou registre os bens na e-DBV na saída. Evita ter que provar, na volta, que aquilo não foi comprado lá fora.

O que fazer, e quando

Perguntas frequentes

Quanto custa e quanto tempo demora para tirar o passaporte em 2026?

A taxa é de R$ 257,25 e o passaporte fica pronto a partir de 6 dias úteis depois do atendimento na Polícia Federal. Mas o prazo que importa é outro: a fila para conseguir agendar o atendimento, que varia de poucos dias a algumas semanas dependendo da sua cidade. Comece por aí, não pela passagem.

Preciso de visto ou ETIAS para viajar para a Europa agora, em 2026?

Não. Consultada em julho de 2026, a Comissão Europeia informa que o ETIAS ainda não está em operação e que nenhum pedido está sendo recebido. A previsão oficial é começar no último trimestre de 2026, ao custo de 20 euros, e a data exata ainda não foi anunciada. Se você viaja nos próximos meses, entra no Espaço Schengen a turismo sem visto e sem ETIAS.

O passaporte precisa mesmo ter 6 meses de validade?

Não é uma regra do Brasil, é uma exigência de cada país, e ela muda. A Europa pede duas coisas ao mesmo tempo: passaporte emitido nos últimos 10 anos e válido por pelo menos 3 meses depois da data que você volta. Tailândia e Singapura pedem 6 meses. O Japão, ao contrário do que muita gente repete, só pede validade durante o período da estada. Cheque a regra do seu destino.

Seguro viagem é obrigatório para a Europa?

Não, não para o turista brasileiro. A exigência de 30 mil euros de cobertura está no Código de Vistos da União Europeia e vale para quem solicita visto, e o brasileiro é isento. Mas o agente de imigração pode pedir a apólice mesmo assim, e o hospital cobra de você de qualquer jeito: nos Estados Unidos, um hospital gasta em média US$ 3.297 por dia de internação, enquanto dez dias de seguro saem por menos de R$ 260.

Quanto dinheiro em espécie posso levar sem declarar?

Até US$ 10.000 por pessoa, somando todas as moedas. Acima disso você precisa preencher a e-DBV da Receita Federal. E a punição por não declarar não é multa: você perde o dinheiro que passou do limite. Cartão pré-pago carregado e saldo em conta global não entram nessa conta, porque a regra é sobre dinheiro físico.

É melhor levar dinheiro em espécie ou cartão?

Cartão para a maior parte dos gastos, e espécie só para gorjeta, emergência e lugares que não aceitam cartão. O IOF hoje é 3,5% nos dois, então esqueça o conselho antigo de que dinheiro vivo paga menos imposto. O que decide o seu custo agora é onde você compra: no Ranking do VET do Banco Central, comprar US$ 1.000 em espécie variou 12,8% entre a instituição mais cara e a mais barata. São R$ 667 de diferença só por pesquisar.

Quanto posso trazer de compras do exterior sem pagar imposto?

US$ 1.000 por pessoa chegando de avião, e o que passar disso paga 50% de imposto sobre o excedente. O free shop do aeroporto de chegada tem uma cota separada, de mais US$ 1.000. Atenção na hora de comprar em casal: a cota é individual e não soma, então vocês não têm US$ 2.000 para um único notebook de US$ 1.500.

Dá para viajar para a Argentina ou o Uruguai só com o RG?

Dá, para turismo no Mercosul. A Polícia Federal exige o RG físico, emitido há menos de 10 anos, com foto que ainda pareça com você. Foto digital do documento no celular não vale, e CNH, carteira da OAB e CRM também não valem.

O que não pode levar na bagagem de mão?

Pela Resolução 515/2019 da ANAC, líquidos, géis, pastas, cremes e aerossóis só podem ir em frascos de até 100 ml, todos dentro de uma única embalagem plástica transparente que feche, de no máximo 1 litro, uma por passageiro. O detalhe que barra gente todo dia: o que vale é a capacidade do frasco, não quanto sobrou dentro dele. Um frasco de 200 ml pela metade é barrado. Medicamento com receita e alimentação de bebê são exceção.

Quanto dinheiro preciso levar em uma viagem internacional?

Não existe número universal, mas existe um piso legal: cada país do Espaço Schengen define quanto você precisa comprovar na imigração. Portugal pede 75 euros pela entrada mais 40 euros por dia. A Croácia pede 70 euros por dia. A Itália, para uma viagem de 6 a 10 dias, pede cerca de 45 euros por dia. A Comissão Europeia publica a tabela de todos os países. Use esse valor como mínimo, não como orçamento.

Com quanto tempo de antecedência preciso chegar no aeroporto?

Não existe antecedência mínima definida por lei. A ANAC apenas determina que você se apresente no horário estabelecido pela companhia aérea, e são elas que recomendam 3 a 4 horas para voo internacional (a Azul, por exemplo, recomenda 4 horas). O prazo que tem consequência é o do fechamento do check-in, que muda por aeroporto: em Lisboa a Azul fecha 60 minutos antes da decolagem, em Paris-Orly, 1h30.


Tudo aqui vale para julho de 2026. As regras que dependem de decreto (ETIAS, IOF, taxas de visto) mudam, então confirme na fonte oficial antes de embarcar: os links estão logo abaixo.

Resolvida a papelada, sobra a parte boa, que é decidir o que ver e em que ordem. Essa parte a gente monta pra você.

Fontes

  1. Polícia Federal: pagamento da taxa do passaporte
  2. Polícia Federal: prazo de entrega do passaporte
  3. Polícia Federal: viagem ao Mercosul sem passaporte
  4. Comissão Europeia: ETIAS
  5. Comissão Europeia: EES plenamente operacional em 10 de abril de 2026
  6. Comissão Europeia: documentos de viagem para nacionais não-UE
  7. U.S. Department of State: Fees for Visa Services
  8. Federal Register: taxa de entrevista expedita de US$ 750 (regra temporária)
  9. GOV.UK: Electronic Travel Authorisation (ETA)
  10. Government of Canada: elegibilidade ao eTA
  11. Anvisa: países que exigem o CIVP de febre amarela
  12. Conselho Nacional de Justiça: autorização de viagem de menor
  13. Planalto: Decreto 12.499/2025 (IOF)
  14. Câmara dos Deputados: o IOF de 3,5% voltou a valer em 17/07/2025
  15. Banco Central: Ranking do VET
  16. BEUC: estudo sobre conversão dinâmica de moeda (DCC)
  17. Visa: Dynamic Currency Conversion Explained
  18. Receita Federal: cota de isenção, duty free e bagagem tributável
  19. Receita Federal: Declaração Eletrônica de Bens de Viajante (e-DBV)
  20. AIMA (Portugal): meios de subsistência
  21. KFF: despesa hospitalar por dia de internação nos EUA
  22. GOV.UK: cobrança de visitantes estrangeiros pelo NHS
  23. SITA Baggage IT Insights 2026
  24. Bankrate: Checking Account and ATM Fee Survey
  25. AirHelp: atrasos e cancelamentos de voos no Brasil em 2025 (via InfoMoney)
  26. Expedia 2026 Air Hacks Report (dados do mercado dos EUA)
  27. Polícia Federal: emissão de passaportes em 2025 (via Poder360)
  28. Smartia: faixa de preço de seguro viagem em 2026 (comparador de mercado)
  29. ANAC: Resolução nº 515/2019 (líquidos na bagagem de mão)
  30. ANAC: Resolução nº 400/2016 (horário de apresentação definido pelo transportador)
  31. Azul: dicas e regras para viagem internacional (antecedência e fechamento do check-in)
  32. Comissão Europeia: valores de referência de meios de subsistência por país
  33. Embaixada do Japão: FAQ sobre validade do passaporte
  34. Real Embaixada da Tailândia: FAQ (validade mínima de 6 meses)
  35. ICA Singapura: requisitos de entrada (validade mínima de 6 meses)

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